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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Penha. Dia 2

A cidade de Penha nos foi muito generosa nesse primeiro dia de filmagens! As situações mais inexperadas resultaram em belas imagens e ótimos contatos.


Quem diria que uma inocente visita à praia de manhã renderia uma viagem de barco com maricultores?


Amanhã o dia promete novidades.

domingo, 11 de abril de 2010

Expedição lançada!

Hoje foi o grande dia! A expedição do Homem ao Mar finalmente começou!

Tivemos uma ótima viagem de São Paulo a Santa Catarina, apesar das ameaças de mal tempo das últimas semanas. Sol e céu azul em terras catarinenses!

Nossa primeira parada foi Penha, onde a Pousada Pedra da Ilha nos recebeu excepcionalmente bem. Ótimas acomodações e visual fantástico.


Agora sim! Com direito a banho de mar e alma lavada, o Homem ao Mar avançará com as pesquisas, entrevistas e primeiras filmagens. Daremos informes diários da aventura! Aguarde fotos e novas notícias!

quinta-feira, 25 de março de 2010

1748-1756

Apesar de já ter começado a falar sobre os costumes e tradições açorianos desenvolvidos no Brasil, sinto que falta contar sobre o grande período de emigração passado no século XVIII. É quando o maior contingente de emigrantes açorianos desembarca no Brasil, especificamente na região Sul. Contar esse fato é um requisito importante antes de avançarmos para os próximos assuntos.

O açoriano é um povo migrante, por motivos diversos, que vão desde o vulcanismo nas ilhas, a fome, a pressão demográfica, até a busca de maior remuneração do trabalho. Estados Unidos, Canadá, Venezuela, Havaí, Bermudas e Brasil, são os países que mais receberam os emigrantes dessa "diáspora".

A maior onda migratória para o Brasil ocorreu de 1748 a 1756, quando os "casais açorianos" vieram para o sul do país, fugindo da então difícil situação econômica e satisfazendo as necessidades portuguesa de ocupar o BRASIL MERIDIONAL, ainda em disputa com os espanhóis.

As famílias candidatavam-se para a emigração seduzidas pela oferta: além de pagar a viagem, a coroa entregaria uma porção de terra, sementes, ferramentas e uns poucos animais, para o recomeço no Brasil. Assim, 6000 indivíduos (entre casais novos e famílias inteiras) embarcaram nesse período, destes 4500 ficaram em Santa Catarina e os demais foram reembarcados para o Rio Grande do Sul.

Ao chegarem no novo continente as famílias açorianas reforçaram a população das freguesias já então (fragilmente) estabelecidas na região, como São Francisco do Sul, Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis) e Laguna. Logo também fundaram novas, onde aplicavam seus hábitos e tradições trazidos do arquipélago, como a forma de pesca e construção de barcos, a agricultura e construção de engenhos de farinha.

Porém, as novas condições climáticas, de solo e mar, e o contato com culturas diferentes (como os indígenas) forçaram uma adaptação de seus hábitos, e esse é um assunto que será explorado num próximo post.

Fontes:
- Dos Açores ao Brasil Meridional: Uma viagem no Tempo. Vol. 2, de Vilson Francisco de Farias.
- O Atlântico Açoriano, de Eugênio Pascele Lacerda.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Você sabia? Festa do Divino Espírito Santo

Na coluna Você sabia? do blog Homem ao Mar vamos contar sobre hábitos que vieram da cultura açoriana e já estão inseridos no cotidiano brasileiro, mas que parte da população brasileira ainda desconhece sua origem.

O culto e a festa do Divino Espírito Santo é uma das principais heranças da chegada dos açorianos ao Brasil, entre 1748 e 1756. Seu ritual longo e pomposo, que mistura o religioso e o profano, se tornou uma tradição, primeiramente em todo litoral catarinense, hoje em várias locais do pais, cada qual com seu jeito típico.

As festas são precedidas de romarias da bandeira do Divino, cuja finalidade é recolher "esmolas", destinadas a auxiliar as despesas com a festa. Os festejos começam depois da quaresma com a saída da bandeira do Divino, de pano vermelho, no qual aparece bordada uma pombinha branca. Esta percorre todas as casas, realizando a coleta de donativos para a grande festa. Geralmente, as famílias que recebem as bandeirias do Divino oferecem aos foliões comedorias diversas. O grupo de foliões é composto por músicos (rabeca, cavaquinho, violão, tambor surdo e gaita) e cantadores. Em Santa Catarina, é nas comunidades de Ribeirão da Ilha, Campeche e Santo Antônio de Lisboa (no interior da Ilha de Santa Catarina), e nos municípios de Governador Celso Ramos, Tijucas, Enseada do Brito e Laguna, onde se encontram as bandeiras da forma mais tradicional.

As festas do Divino Espírito Santo ocorrem nos meses de maio, junho ou julho. Com duração de três dias (sábado, domingo e segunda-feira). No sábado realiza-se o cortejo imperial com missa festiva em honra ao Espírito Santo. Após a missa realizam-se apresentações folclóricas, folias, bailes e queimas de fogos de artifício. No domingo acontece a festa propriamente, com a coroação da imperatriz e do imperador durante missa solene, e a escolha do novo casal imperador, que coordenará as festividades do ano seguinte. O casal proclamado toma posse na segunda-feira, encerrando o "Ciclo do Divino Espírito Santo".

Fonte: Folclore Catarinense, de Doralécio Soares.